Por Karla Burgoa.

Nome consagrado no estado, com mais de 30 anos de carreira, Sueldo Soaress é um dos artistas mais conhecidos da música potiguar. E durante a pandemia, em que o confinamento é uma realidade, sua arte ganha um novo capítulo.

Soaress, que começou sua trajetória artística tocando em bares e festivais movimentados de Natal, esbanjava sua musicalidade autêntica e seu swing inconfundível. Contudo, em tempos de Covid-19, o artista teve que se afastar das noites que revelaram o seu grande talento, mas como toda arte é filha de seu tempo, Soaress transformou esse período de isolamento em um motor para criação artística.

“Eu creio que o desafio que esse momento trouxe, me provocou um grande despertar. Um despertar na questão da inspiração, despertar na questão da sobrevivência, despertar de um jeito diferente de encarar a vida. Despertar a questão do respeito para com o inimigo invisível. Isso fez com que todo processo da inspiração ficasse mais aflorado, tudo que instiga o espírito, instiga a sua veia artística, né?”

O músico, que já se apresentou na Europa, e levou a música potiguar para os Estados Unidos, onde fez parte da turnê internacional do cantor Jorge Ben Jor, tem seu estilo musical fincado em suas raízes pretas. Dono de uma voz marcante, o artista, que na década de 90, percorreu o mundo para expandir sua arte, encontrou, em casa, no cenário de isolamento social, um novo capítulo para sua musicalidade, a de resgate.

“Sinto um progresso. É um progresso quando você consegue colocar tudo no papel e no violão. A Pandemia para mim teve esse UP a mais para o meu processo de criação, tanto é que me fez instigar muito mais direcionado minha energia para resgatar alguns que haviam se perdido no passado, algumas ideias musicais que também ficaram meio perdido durante a loucura do dia a dia. A pandemia me fez parar e pensar muita coisa e querer resgatar tudo isso.”

E é baseado neste processo de resgate e reflexão que está vivenciando, o intérprete de “Tulipa Negra” traz suas indicações de álbum, livro e filme. São eles:

  • O livro “Escritos de uma Vida”, de Sueli Carneiro.
  • O disco “Tiki”, de Richard Bona.
  • O filme “AmarElo – É Tudo Para Ontem”, de Emicida.

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